Carlos Sousa de Almeida e Carlos M. Fernandes (organizadores)
Traduções de Carlos Sousa de Almeida



Introdução por Carlos M. Fernandes
Posfácio por Carlos Sousa de Almeida



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A primeira prática séria e profissional da arte

«Foi em Edimburgo que começou a primeira prática séria e profissional da arte, e os calótipos dos senhores Hill e Adamson continuam a ser até hoje os espécimes mais pitorescos da nova descoberta.» in Lady Elizabeth Eastlake, «Fotografia»


Hill e Adamson
Alexander Rutherford, William Ramsey e John Liston
ca. 1844-1845

Hill e Adamson, Peixeiras de Newhaven, ca. 1845

O primeiro fotolivro da História

Mais do que espelhos, os calótipos assemelhavam-se a esboços delineados por um lápis mágico (O Lápis da Natureza (download), de William Henry Fox Talbot, que viria a ser o título do primeiro fotolivro da História). 


Capa do fascículo 1 de O Lápis da Natureza, 1844

O negativo-positivo

A calotipia estabeleceu as fundações para o modelo que dominou a fotografia até ao final do século XX: o negativo-positivo. 


Negativo de calótipo, Asas de borboleta, ca. 1840



Negativo de calótipo, Árvores reflectidas na água, ca. 1840
 

Positivo de calótipo, Árvores reflectidas na água, ca. 1840

O primeiro edifício a ter a sua própria imagem desenhada

«No Verão de 1835, obtive por este método grande número de imagens da minha casa de campo, a qual se adequa bem a este propósito devido à sua antiga e notável arquitectura. E creio mesmo poder dizer ser este o primeiro edifício a ter a sua própria imagem desenhada.» in Henry Fox Talbot, Sobre a Arte do Desenho Fotogénico, ou processo segundo o qual os Objectos da Natureza por si mesmos se desenham sem o socorro do Lápis do Artista, 1839  



O primeiro negativo. Janela da casa de Talbot, 1835

«As mil florinhas de um Agrostis

«É tão natural relacionar-se a ideia de labor com a grande complexidade e a extrema minúcia de execução que nos sentimos mais impressionados ao ver as mil florinhas de um Agrostis, representado com todos os seus raminhos finos como um cabelo (e de modo tão preciso que nem a esta multitude de pormenores falta o seu cálice bivalve apenas observável à lupa), do que ao olhar para o desenho de uma grande e simples folha de carvalho ou de nogueira. A verdade, porém, é que a dificuldade é a mesma em ambos os casos.» in Henry William Fox Talbot, Sobre a Arte do Desenho Fotogénico, ou processo segundo o qual os Objectos da Natureza por si mesmos se desenham sem o socorro do Lápis do Artista, 1839 

Henry Talbot, Agrostis gigantia, 1839

Flores e folhas

«Os primeiros objectos cuja imagem procurei obter por meio deste processo foram flores e folhas, quer frescas quer seleccionadas do meu herbário.» in Henry William Fox Talbot, Sobre a Arte do Desenho Fotogénico, ou processo segundo o qual os Objectos da Natureza por si mesmos se desenham sem o socorro do Lápis do Artista, 1839 

Erica mutabilis,  1839

Bayard

As primeiras pesquisas fotográficas tiveram por objecto a reprodução da realidade, não em metal, mas em papel. A partir do início do século, o célebre Davy fizera algumas experiências nesse sentido. Outras tentativas mais ou menos felizes ocorreram depois em França e em Inglaterra, e é agora reconhecido que os trabalhos de Niépce, Talbot e Bayard são anteriores à publicação dos processos de Daguerre. 


Hippolyte Bayard, Moinhos, Montmartre, 1839